domingo, 14 de dezembro de 2014

Salto quântico

 Fífò kùátọ̀mù, fífò kúántù, fífòsókè kùátọ̀mù, fífòsókè kúántù (salto quântico).


ENTENDA O QUE É UM SALTO QUÂNTICO

É quando os elétrons se aceleram, afastando os elétrons do núcleo.

Na Física Quântica, quando uma partícula que está num determinado nível energético ganha uma quantidade de exatamente igual a diferença de energia para um nível mais alto, ela salta para esse nível. Esse salto é chamado de Salto Quântico.

Curiosamente quando o elétron salta de uma órbita para outra, ele não pode ser encontrado entre as órbitas no momento do salto. Nesse momento, o elétron está possivelmente numa outra dimensão invisível aos nossos olhos. O físico Niels Bohr, prêmio nobel de física comprovou matematicamente que o elétron não pode estar entre os níveis de energia no momento do salto.


A existência de universos paralelos é hoje uma teoria consistente inicialmente fundamentada pelo cientista Hugh Everett. Possivelmente quando o elétron salta de uma órbita para outra ele está em outra dimensão. Num universo paralelo.

O retorno dos elétrons às suas posições, desde que não tenham se desprendido do átomo, libera a energia recebida para realizarem o salto.

Essa energia é liberada na forma de fótons, o que ocasiona emissão de luz.

Os elétrons das últimas camadas necessitam de pouca energia para saltar para as camadas mais externas, e seu retorno cria ondas mais longas.

Estas ondas vibram na na cor vermelha; enquanto isso, os elétrons mais próximos do núcleo necessitam de maiores energias.

Os fótons (luz) saem criando ondas mais curtas, aproximando a luz do violeta, ultravioleta - cor imperceptível aos olhos humanos, raios X, gama, raio-x, dentre outros

A razão de os elétrons mais próximos do núcleo necessitarem de mais energia  acontece devido à atração entre a parte positiva do átomo (prótons do núcleo) e a parte negativa (elétrons da nuvem eletrônica).

Quanto mais próximo o elétron do próton, mais ele é atraído pelo núcleo, criando um efeito de blindagem contra os saltos quânticos e assim "exigindo" maior energia para que os saltos sejam realizados e o elétron se afaste do núcleo.

Em uma temperatura de 1.000 graus centígrados, os elétrons abandonam suas órbitas, em número sempre crescente, e se essa temperatura atingir 100.000 graus centígrados, todos os elétrons se desprendem do núcleo, que não resiste à repulsão entre suas partículas formadoras e explode em entrechoques de altíssimas temperaturas.

Fotóns são particulas luminosas.

O salto quântico é um princípio utilizado nas ciências  modernas como a nanotecnologia, a microeletrônica, mecatrônica, etc.


O processo criativo também está associado a um salto quântico na mente. Uma brusca mudança de percepção.

Fonte: http://www.simposiosaudequantica.com.br/page/index.php?not_id=297#.VI3E2yvF-Hg


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Metafísica aborígene



1. Àwọn ọmọ-ìbílẹ̀ ọmọorílẹ̀-èdè Austrálíà.
Aborígenes australianos. 

Àkójọ́pọ̀ Itumọ̀ (Glossário).
Ìwé gbédègbéyọ̀  (Vocabulário).

Àwn, pron. eles, elas. Indicador de plural.

Ọmọ-ìbílẹ̀, s. Aborígine, indígena.
Ti ìbílẹ̀, ti ọmọ-ìbílẹ̀adj. indígena, aborígene.
Austrálíà, s. Austrália.
Orílẹ̀-èdè Àjọni ilẹ̀ Austrálíà, s. Comunidade da Austrália.
Ọmọorílẹ̀-èdè Austrálíà , s. Australiano.
Ọ̀rọ̀ àdánidá, s. Metafísica.








2. Ọ̀rọ̀ àdánidá ti ọmọ-ìbílẹ̀.
  Metafísica aborígene.


Tempo do Sonho

  É uma era sagrada na qual espíritos ancestrais totêmicos formaram A Criação.



 Duas formas de tempo: 

1. Uma delas são as atividades objetivas diárias.

  

2. A outra é um ciclo infinito espiritual chamado de "Tempo do Sonho", mais real que a própria realidade. Aconteça o que acontecer, o Tempo do Sonho estabelece os valores, símbolos e as leis da sociedade aborígene. Acredita-se que algumas pessoas com poderes espirituais incomuns tenham tido contato com o Tempo do Sonho.





TEMPO DE SONHAR - ABORIGENES





Segundo Robert Lawlor, que viveu 14 anos nas selvas da Tasmânia estudando, de forma inédita, o modo de vida antigo desses guardiões do "primeiro dia da Terra", a opinião ocidental predominante de que os aborígines australianos seriam primitivos e antiquados, um grupo de caçadores e extratores que recusam a agricultura, a arquitetura, a escrita, vestimentas e a domesticação de animais, está completamente equivocada.
A sobrevivência dos aborígines não é para ele uma curiosidade etnológica, objeto de estudos acadêmicos, mas de uma mensagem viva, "um tipo de inteligência decisiva e há muito ignorada", que na nossa luta desesperada contra a morte e a transformação fala diretamente ao coração da cultura supermoderna.

"Com as atividades e a religiosidade da agricultura começou a alienação da atenção humana, que se afastou dos sonhos e foi em direção à manipulação física do mundo material. Com o início da agricultura, a população foi ficando geograficamente cada vez mais presa e a sua sobrevivência dependia fortemente da fertilidade e do clima de uma determinada região. A terra era considerada como uma coisa que deveria ser limpa, explorada e tratada arbitrariamente." Diz Lawlor

Os aborígines rejeitam a agricultura porque ela, na sua essência, impede a sua participação no tempo de sonhar, que compõe a essência de sua existência.
A única palavra (expressão) da cultura dos aborígines que chegou até o nosso dicionário foi o "tempo de sonhar" ou o "sonhar", que na língua ancestral é tjukurrtjana. A percepção material viva do mundo é traduzida como yuti, que surge da região original do sonho, um estado criativo, fluente da lucidez astral. Segundo as palavras de Lawlor isso significa "o fundamento absoluto da existência ou a base universal do contínuo do qual se originou toda diferenciação".

Há também entre alguns dos povos aborígines da Austrália, este estado de ser conhecido como “dadirri”, um termo que traduzido significa “o escutar profundo”.


Para eles essa capacidade chamada de dadirri, se traduz como uma qualidade especial que permite que cada um de nós faça contato com uma fonte profunda que reside em nosso Ser. Para conectar-se com a essa fonte é necessário alcançar um estado contemplativo que os praticantes de xamanismo conhecem bem.


Para os aborígenes tradicionais, este enfoque contemplativo permeia seu modo de vida inteira. Ao praticarem o dadirri, eles encontram a paz, criam harmonia onde há desarmonia, produzem equilíbrio onde há desequilíbrio, restauram a saúde onde há doença.


Os aborígines que ainda vivem em seus tradicionais modos de vida, não se preocupando com o amanhã… que nunca se preocupam. Pois eles sabem que, na prática do dadirri – ao sentirem a profunda e tranquila quietude da alma -, que todos os caminhos vão ficar claros para eles no tempo certo.


Os aborígines australianos não “visam atingir um objetivo” da mesma forma que nós, ocidentais, e nem tentam “apressar o rio” pois sabem com certeza absoluta que isso é uma ação de absoluta futilidade.


Na cosmogênese dos aborígines, o campo da manifestação universal é a consciência, que simplesmente exterioriza ou sonha o mundo dos pensamentos, formas e matéria. 

Os ancestrais viajaram pelos desertos da despovoada Austrália caçando, guerreando, acampando, amando e organizando. Com isso, eles transformaram um mundo sem contornos em paisagem topográfica. Seus
sonhos e aventuras criaram vermes, cangurus, emas, pássaros, cacatuas, serpentes, lagartos, acácias e o homem do mundo inicial. Até o canto é uma ligação para os aborígines, o canto significa o som criador, mântrico.
A responsabilidade ritual e cíclica de cada tribo é a de conservar os caminhos de sonhar dos ancestrais, quando não a de reviver o ciclo das canções da tribo entoado "na seqüência correta" como parte da sua viagem no sonhar através da paisagem simbólica.
Dessa maneira, eles praticam um tipo de ecologia coletiva, um tipo de consultório ecológico em um nível metafísico. Negligenciar ou errar o canto pode "descriar" o que já foi criado.
Segundo sua filosofia, eles acreditam que esses espíritos estão vivos nas terras australianas, o que faz com que eles enxerguem e tratem a terra como um lugar sagrado. Isso é uma parte do que sabemos desta cultura, pois as histórias e sonhos de um período chamado por eles de Tempo dos Sonhos, são mantidos em segredos e também são considerados sagrados, o que faz com que anciãos desenhem tais histórias numa série chamada de rastro de sonho, isso através de símbolos, para que depois os mais jovens aprendam a traduzi-los e possam então repassar a história para a próxima geração. 
A maioria dos aborígenes considera os sonhos como sendo um registro inquestionável da história, uma verdade absoluta.
Segundo lawlor, para os aborígines a paisagem e o espiritualismo são indissolúveis e cada momento é a revelação do primeiro dia. "O ritual dos aborígines, fundamenta sua cultura como um todo, é uma confirmação efetiva do tempo de sonhar da criação. Com sua forte convicção nessa dimensão mística, cada tribo recebe seu próprio trecho das trilhas que percorrem o continente australiano, como lembrança do sonhar original do protótipo invisível e metafísico carregando suas vozes e sementes."
O lugar, “ngurra”, é para os aborígines até mesmo o fundamento da identidade pessoal. Ngurra significa terra, jazigo ou lugar, uma região que foi criada através das ações metafísicas dos ancestrais míticos quando eles sonhavam transformando o mundo em existência.
A região pertence apropriadamente ao espírito desta espécie, e não ao clã que ele representa. Por isso, a sociedade aborígine se entrelaça, desde o seu nascimento, numa rede de geomancia, animismo, totemismo e a experiência da iniciação.
"Um novo iniciado aborígine aceita um ponto predeterminado no tecido do caminho do sonhar, que forma a paisagem sagrada como um prolongamento do seu próprio corpo. Enquanto eles caminham e ampliam o seu conhecimento cultural, a memória e o mundo espacial também são ampliados como um prolongamento de si mesmos. O caminho do sonhar que atravessa a terra corre como suas próprias veias e artérias." 
Como no corpo humano, a terra também é considerada indivisível. 


A Terra é a base para todos os estudos espirituais durante os primeiros estágios da vida e os intermediários. Mas com a aproximação do fim da vida, o estudo básico da Terra é concluído e não há uma reorientação do espírito ainda encarnado do individual para o alcance infinito do céu.

Assim, para os Aborígines australianos, a maior espiritualidade não está associado com a Terra, mas com a infinitude do espaço com a Consciência Cósmica em si.

Os anciãos aborígines acreditam que o espírito de um ser humano está sempre em contato com os reinos espirituais mais elevados do ser, mesmo que não haja consciência desse contato em seu estado normal de consciência. Isto dá a cada um de nós um dom extraordinário em que pode haver comunicação direta entre o humano e o divino, sem a necessidade de qualquer tipo de intermediário.

Em outras palavras, o pensamento Aborígine, não há simplesmente nenhum grande abismo intransponível entre o humano e o divino, uma percepção que está em oposição direta à maioria das escolas esotéricas e teológicas. Por esse motivo os aborígenes não tinham necessidade de desenvolver qualquer religião organizada dirigida por uma classe sacerdotal estratificada. O que eles têm é um igualitarismo espiritual autêntico em que, como indivíduos, podem acessar o “Dreamtime” (Tempo de Sonhar) através das técnicas xamânicas do êxtase, dando-lhes acesso direto e imediato para as dimensões espiritual.
Essa capacidade dá-lhes uma autoridade inabalável para fazer observações filosóficas altamente evoluídas. Os Aborígenes descrevem a evolução da consciência humana depois da morte como “a sobrevivência no infinito". 
Eles sabem, por experiência direta que o ponto de contato individual com a infinitude da consciência cósmica continua a se expandir depois da morte até que ele é coextensivo com ela… até que literalmente ‘se torne’ ela. 
Esta não é uma teoria para os Aborígenes, nem é um conceito. É uma percepção baseada em sua própria experiência direta, uma revelação que se manifesta também no Livro Tibetano dos Mortos.
Os hindus e os budistas usam a palavra Samadhi para descrever esse estado. Os aborígenes chamam de Dreamtime, ainda é evidente a partir de suas descrições que empírica e fenomenologicamente, esses estados são os mesmos.
Para aqueles que julgam o grau de cultura, o grau de sofisticação tecnológica, o fato de que os nativos australianos vivem da mesma forma agora como fizeram milhares de anos atrás pode significar que eles são incivilizados ou inculto. No entanto, se a civilização fosse definida pelo grau de polimento da mente de um indivíduo e a construção de seu caráter, e se essa cultura refletisse a medida de nossa auto-disciplina, bem como o nosso nível de consciência,os aborígines australianos seriam realmente um dos mais civilizados e altamente cultos povos no mundo de hoje. 
É tempo, de reconhecer que os povos indígenas tribais não foram e não são povos de consciência “primitiva”. Pelo contrário, chegou o tempo para nós supostamente “civilizados” ocidentais para reconsiderar seriamente sua visão de mundo e suas práticas espirituais. Eles mantiveram suas sociedades vivas por mais de 40 mil anos … enquanto nós que nos consideramos tão evoluídos só estamos aqui por algumas centenas de anos… e pelo visto as coisas não estão indo muito bem nesses dias.

Eingana (A mãe da criação)







Na mitologia aborígene australiana , Eingana é uma deusa criador e a mãe de toda a água , animais e seres humanos . Ela é uma cobra deusa da morte que vive no tempo do sonho . Ela não tem vagina, , ela simplesmente crescia em tamanho e, incapaz de dar à luz a vida dentro dela, havia o deus Barraiya abrir um buraco com uma lança perto de seu ânus , de modo que o trabalho pode começar. Eingana tem um tendão que está ligado a todos os seres vivos, se ela permite ir de um, a criatura morre em anexo.


Eingana fez tudo, Eingana tinha tudo dentro de si que pela primeira vez, Eingana é uma cobra . Ela engoliu todos os blackfellows. Ela levou-os dentro de si, para baixo sob a água. Eingana saiu. Ela era grande, com tudo dentro dela. Ela saiu de um grande charco perto de Bamboo Creek. Eingana estava rolando sobre, todos os sentidos no chão. Ela estava gemendo e gritando. Ela estava fazendo um grande barulho com todos os blackfellows, tudo dentro de sua barriga. Ninguém pode ver Eingana. No raintime, quando a água da inundação vem, Eingana se levanta fora do meio da água da inundação. Ela olha para o país , ela deixa para ir todos os pássaros e cobras e animais e crianças que pertencem a nós.



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